Buried Treasure: Brazil Part I

Listening Guide

The Work


Missa Pastoril Para A Noite De Natal by Jose Mauricio Nines Garcia
The Soloists Are:
Paulo Fortes, Baritone
Dircea Amorim, Soprano
Maura Moreira, Contralto
Isauro Camino, Tenor

The Orchestra And Chorus Of The Association Of Choral Singing Of Rio De Janeiro
Conducted By Francisco Mignone
EMI Coronado SC 10119 LP


5 Modinhas by Joaquim Manuel
Se Me Desses Um Suspiro (If You Give Me Such A Sigh)
Se Queres Saber A Causa (If You Want To Know The Cause)
Foi O Momento De Ver-Te (Was The Time To See You)
Triste Salgueiro (Sad Willow)
Desde O Dia Em Que Nasci (Since The Day I Was Born)

The Soprano Is Olga Maria Schroeter With The Orchestra Of The Collegium Musicum Da Radio M.E.C. Under The Direction Of
George Kiszely
EMI Coronado SC 10118 LP


Sinfonia In D Major by Marcos Portugal
Performed By The Gulbenkian Chamber Orchestra
Dirceted By Gianfranco Rivoli


A Hymn On Verses Of Juan VI by Marcos Portugal
Soprano Olga Maria Schroeter
With The Orchestra & Chorus Of The Collegium Musicum Da Radio M.E.C.
Conducted By J. Strutt
EMI Coronado SC 10120 LP


O Heros by Sigismond Neukomm
Performed By The Symphony Orchestra Of The
Brazilian Radio M.E.C., Conducted By Alceo Bocchino
EMI Coronado SC 10121 LP


Ora Adeus Senhora Ulina by Antonio Jose Do Rego
Olga Maria Schroeter, Soprano
(Guitar Accompanist Is Not Named)
EMI Coronado SC 10120 LP


Chula Carioca by Antonio Da Silva Leite
Soprano, Olga Maria Schroeter
Symphony Orchestra Of The Brazilian Radio, M.E.C.
Conducted By Alceo Bocchino
EMI Coronado SC 10120 LP


Overture In Bb by Bernardo Jose De Sousa Queiroz
Performed By The Brazilian National Radio Orchestra
Directed By Alceo Bocchino
EMI Coronado SC 10121 LP


Independencia by King Pedro I
The Brazilian National Radio Orchestra
Directed By Alceo Bocchino
EMI Coronado SC 10121 LP

2 Responses to “Buried Treasure: Brazil Part I”

  1. Fernando Moura Peixoto Says:

    MARINA MOURA PEIXOTO (1917 – 1975), UMA ARTISTA DE TODOS OS TEMPOS

    Prezados Senhores

    Chegou a ser comparada artisticamente a Magdalena Tagliaferro, a lendária e genial pianista brasileira. Menina prodígio, vocação e talento nato para a arte musical, assombrou plateias em todo o País – com pouco mais de três anos já dava recitais no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no Instituto Nacional de Música e na Associação dos Empregados do Comércio.

    Muito apropriadamente, à época, a mídia a chamava de “a pianista minúscula”, maneira encontrada para referendar sua grandeza musical com tão pouca idade. Um feito, aliás, comparável ao de Mozart, que, aos quatro anos começou a dedilhar suas primeiras grandes obras. E também Isaac Albéniz, que muito precocemente apresentou-se em público.

    Nascida Marina Quartin de Moura, em 27 de março de 1917, na Rua Lúcio de Mendonça, nº 30, na Tijuca, Rio de Janeiro, filha do capitão farmacêutico do Exército Eduardo José de Moura Filho, mineiro de Mariana, e da carioca Carmen Quartin Pinto de Moura, aos 17 anos ela já era consagrada pianista, com excursões em várias capitais nordestinas – Maceió, João Pessoa e Aracaju foram algumas incluídas em seu “tour” artístico. Em todas, sempre acompanhada de familiares – seu pai e os irmãos Mário e Gastão.

    A propósito de suas apresentações, Zoroastro G. Figueiredo assim se referiu a ela em sua coluna de “A Tarde”, na Bahia, em agosto de 1934: “Nasceu lírica e as suas mãos, apaixonadas como sua alma, evocam, quais bailarinas místicas, ritmos polifônicos, esplendorosos e sublimes, grandiosos de pequenos infinitos de beleza e de emoção”.

    Outro entusiasta da obra de Marina foi L. Lavenére. Em sua coluna de “A Gazeta de Alagoas”, de 3 de agosto de 1935, ele assim registrou a passagem da pianista por Maceió: “Ficamos surpreendidos de sua virtuosidade, do seu elevado sentimento na interpretação de compositores de gêneros quase opostos, como Chopin e Villa Lobos”.

    Elogios sempre foram uma tônica a acompanhar a vida de Marina. Encantado com uma audição em Copacabana da então “pianista minúscula”, aos três anos e meio de idade, Dr. Rodrigues Barbosa, em “O Jornal”, reportou a apresentação da artista: “Ela é um assombro de precocidade artística. É um talento musical espontâneo e exuberante que irrompe desassombradamente”.

    O crítico ficara embevecido com o fato de Marina – era uma audição dos alunos da professora Matilde de Andrade Adamo – usando apenas uma das mãos, que alcançava somente uma quinta, executasse com tamanha maestria “Berceuse de La Poupée”, “Gavotte” e “Galop”, de Beaumont.

    Prossegue o Dr. Rodrigues Barbosa: “O som é um material que ela conhece sob todas as suas formas. Colocando-a de costas para o piano, formulam-se quaisquer acordes ‘plaqués’ e ela diz imediatamente os nomes das notas todas contidas nesses acordes, discriminando as suas alterações conforme as tonalidades. Até que altura subirá essa menina predestinada à celebridade e à glória?”

    O talento inconteste de Marina valeu-lhe mais um reconhecimento: recebeu, aos cinco anos, um piano de presente, da mecenas Laurinda Santos Lobo, como estímulo para aperfeiçoar-se. E, aos 15 anos, em 1932, agora aluna da professora Dulce de Saules, a consagração: conquistou, por unanimidade de votos, a Medalha de Ouro em concurso da Escola Nacional de Música. Tocou, na ocasião, um concerto de Grieg.

    A paixão pela música a fez encontrar outra grande paixão em sua vida: Perilo Galvão Peixoto. Médico e depois jornalista e radialista, amante da música erudita, ele foi um dos pioneiros na divulgação da ópera no Brasil com o programa “Ópera Completa”, exibido na então Rádio Ministério da Educação e Cultura – era um dos líderes de audiência na emissora e chegava a rivalizar no horário, aos domingos, com a televisão.

    Com Perilo, Marina viveu toda sua vida. Do casamento, que completaria 70 anos em 26 de maio deste ano – a cerimônia de núpcias ocorreu na Matriz de Nossa Senhora da Paz, em Ipanema – teve dois filhos: Fernando José e Teresa Cristina.
    A dupla Perilo-Marina começou a ser formada a partir de apresentação de uma amiga comum, Miosótis de Albuquerque Costa, paraibana, que costumava se hospedar nas casas – bem próximas – das duas famílias, em Copacabana. De um namoro ainda incipiente, a paixão seria consolidada dias depois da execução do Concerto em Lá Maior de Grieg, na Escola Nacional de Música. Embevecido com a arte de Marina – Perilo era um profundo apreciador de música erudita – ele acabou tocando definitivamente no coração da pianista.

    A irmã de Perilo, Zurica Galvão Peixoto, contou: “Ele ficou tão entusiasmado com a performance que lhe enviou uma linda ‘corbeille’, entregue no palco, em homenagem. Foi então que o namoro decolou e acabou se transformando numa grande paixão”.

    Marina tinha múltiplas facetas artísticas. Em 1942 ingressou na Rádio Ministério da Educação e Cultura, PRA-2, hoje Rádio MEC. E produziu, sempre com estrondoso sucesso, os programas “Atendendo aos Ouvintes”, “Em Resposta a Sua Carta”, “Música de Todos os Tempos”, “Música, Apenas Música” e “Quartetos”. Lá também compartilharia a paixão musical com o marido, que comandaria, de 1953 a 1956, aquele que é considerado o mais antigo programa do rádio brasileiro, “Ópera Completa”. Ainda nos anos 1950, colaborou eventualmente com artigos sobre música no jornal “Diário de Notícias”.

    Foi nos estúdios da Rádio MEC que o fotógrafo Manuel Ribeiro – documentarista, diretor, montador e chefe da seção técnica do Departamento do Filme Educativo do INC, colaborador de Humberto Mauro – cravou as melhores fotos do casal Perilo e Marina, antes e depois do matrimônio. Outros cliques também seriam feitos, agora, com os filhos pequenos Fernando e Teresa.

    A “intelligentsia” carioca sempre prestigiou a pianista. O jornalista Fernando Segismundo relatou as incontáveis “canjas”, apenas com músicas do cancioneiro brasileiro, que Marina oferecia, nos estúdios da Rádio MEC, a um seleto público que incluía intelectuais do porte de Humberto Mauro, Roquette Pinto, Heitor Villa Lobos, Fernando Tude de Souza e o grande pianista Max de Menezes Gil.

    “- Marina e Perilo extravasavam cultura e conhecimento. De famílias ilustres, completavam-se, numa interação mais que perfeita” – sentenciou Fernando Segismundo, ex-presidente da Associação Brasileira de Imprensa, ABI.
    Figura destacada, Marina, em 1963, numa homenagem da Rádio MEC a Mário de Andrade, poeta, crítico literário, musicólogo e folclorista, foi a escolhida para depositar flores ao pé do busto do literato, na Praça do Russel, na Glória, em seguida a uma cerimônia religiosa na Igreja da Candelária.

    Como todo grande artista, Marina soube compartilhar sua arte. Além de realizar concertos beneficentes promovidos pelas senhoras da sociedade Roquelina Serrador, Gabriella Besanzoni Lage, Alzira Brandão e D. Darcy Vargas (a primeira-dama do País), deu aulas de piano para jovens. Durante toda a vida nunca se esqueceu de sua grande mestra, amiga e professora Dulce Saules – com ela sempre manteve contatos regulares, trocando ideias sobre o amor maior de sua vida: a arte.

    A veia musical de Marina parece ter sido despertada assim que nasceu. Tinha um tio, médico pediatra, pianista e boêmio, Jayme Quartin, que tocava músicas clássicas e populares, e era amigo de Ernesto Nazareth, frequentador da casa dos Quartin, na Tijuca. Polivalente, o tio Jayme gostava de se apresentar ao piano em gafieiras. Além dele, as irmãs de Marina, Maria Solange, pianista, e Carmita, violinista, também contribuíram para incutir a arte naquela que seria a maior artista da família, composta por oito irmãos.

    Como tudo em Marina terminava em música, acrescentou-se uma irmã de criação, nascida em 1935 – já na Av. N.S. de Copacabana, nº 1145 -, Thereza da Conceição. Afro-brasileira e dedicada ao violão, foi discípula de Dilermando Reis, João Pereira, Othon Salleiro, Garoto e Luiz Bonfá. Presença constante no auditório da Rádio Nacional, ela conquistou várias notas máximas no programa de Ary Barroso. Exímia violonista, incursionou pelo erudito. Única irmã de Marina viva – foram grandes amigas -, Thereza da Conceição Gomes Martins é viúva de Justo Gomes Martins Neto, o “Paulistinha”, notável no violão, violão tenor, banjo americano, cavaquinho e bandolim, um dos fundadores do grupo inicial dos “Demônios da Garoa”. Aos 79 anos, uma das poucas mulheres “sete cordas” no País, Thereza Martins está em franca atividade: toca e compõe.

    A obra de Marina Moura Peixoto – que partiu num entardecer musical de 26 de fevereiro de 1975, dias antes do Carnaval – e seu virtuosismo ficam para sempre. Pois ela, como ninguém, soube entender que ao artista cabe exprimir não só o que é de todos os homens, mas também o que é de todos os tempos. Marina é uma artista de todos nós, de todos os tempos.

    [Por Antonio Castigliola (1951 – 2010) e Fernando Moura Peixoto]

    Atenciosamente, Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)

    .Marina Moura Peixoto, Artista de Todos os Tempos
    Meu vídeo em http://youtu.be/fUzcjTFIo5c

    Na trilha sonora do vídeo, “Carrossel” e “Entardecer no Bosque”, gravações raras de Marina Peixoto, registradas nos anos 1940 em discos de acetato, de 78 RPM, conservado pelo filho da pianista

  2. Fernando Moura Peixoto Says:

    MISSA DA CONSAGRAÇÃO, MARINA MOURA PEIXOTO (1917 – 1975) – 40 Anos de Falecimento

    Prezados Senhores

    Nova versão em vídeo do registro fotográfico da celebração da Missa da Consagração pelos 40 anos de falecimento da radialista, musicóloga e laureada pianista carioca Marina Moura Peixoto, realizada no dia 26 de fevereiro de 2015, uma quinta-feira, às 18 horas, na Igreja Matriz de São João Batista da Lagoa, a mais antiga (1809) da zona sul do Rio de Janeiro, no bairro de Botafogo.

    Em agradecimento à mídia de outros estados do Brasil – e até do exterior -, que noticiou a iniciativa, o vídeo homenageia familiares, amigos e “youtubers” – famosos ou não – que muito colaboraram, apoiando e elogiando as postagens anteriores sobre a virtuosa instrumentista – como o radialista e produtor musical Lauro Gomes, o pesquisador e musicólogo Ricardo Cravo Albin, e o maestro e compositor Ricardo Tacuchian, dentre muitos.

    Lamentável a omissão da hoje Rádio Música Educação e Cultura (a finada MEC, a poderosa Rádio Ministério da Educação e Cultura de outrora, à qual Marina dedicou incansavelmente 33 anos ininterruptos de sua existência) e também da Escola de Música da UFRJ (antigo Instituto Nacional de Música, de 1890 a 1937), em que a pianista, aos 15 anos de idade, em 1932, aluna da professora Dulce de Saules, conquistou o primeiro lugar – Medalha de Ouro – em concurso, por unanimidade de votos.

    Gritante ainda a ausência de retorno da Academia Brasileira de Música, Academia Nacional de Música, Orquestra Sinfônica Brasileira, Museu Villa Lobos, Museu da Imagem e do Som, Fundação Roberto Marinho, entre outros, e ainda vários órgãos gerenciadores da cultura no Estado, aos quais foram enviados vídeos e textos em que se informava amplamente o evento.

    “Trabalhar pela cultura dos que vivem em nossa terra e pelo progresso do Brasil” – o repto de nosso desbravador Edgar Roquette-Pinto (1884 – 1954) foi mais uma vez ignorado em Pindorama.

    Na trilha sonora, “Entardecer no Bosque”, na interpretação de Marina Moura Peixoto (1917 – 1975), uma raríssima gravação em disco de acetato de 78 RPM, da década de 1940.

    Atenciosamente, Fernando Moura Peixoto (ABI 0952-C)

    MISSA DA CONSAGRAÇÃO, MARINA MOURA PEIXOTO
    Meu vídeo em: http://youtu.be/6i9R8F6Y7Q8

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